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Redação ENEM 2015. A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira.

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A agressão e inferiorização da mulher insistem em perdurar. Diante de um país tomado, quase que por sua totalidade, de cristãos, vive o princípio de submissão da figura feminina ao seu marido. Com base nisso, a cultura brasileira acabou configurando-se de uma forma leviana e ilegítima à igualdade de gênero. É a partir de um conceito errôneo que desencadea-se uma desvantagem assombrosa sobre mães, advogadas, professoras, etc.
Comumente observa-se em sociedades religiosas, aconselhamentos de como agradar o companheiro matrimonial. A esposa cede sua opinião, vaidade e até sua dignidade ao medo! Medo esse, relacionado intimamente à sua vulnerabilidade, uma vez que não encontra amparo familiar. Historicamente, a mulher vem tendo perfis de menosprezo, rebaixo; citando como referência Esparta - que não via nela nada mais que um ser servil, com o objetivo único de perpetuar a espécie.
Sendo assim, foi a partir de um passado nefasto que formou-se um argumento para tornar verossímil a agressão contra a mulher. Entretanto, o Estado vem agindo "cirurgicamente" nas consequências, pois publicou duas importantes normas que fream o avanço do machismo: Lei Maria da Penha e a lei que torna feminicídio o assassinato de mulheres.
Tal ação gera o rompimento petrificado de que "ela" é menor que "ele", já que explicita a sua real importância. Contudo, isso apenas não basta! É preciso de haver um esforço conjunto dos brasileiros com o Governo. Além de agir nas consequências, é necessário exterminar a causa. Portanto, é imprescindível uma nova realocação de preceitos, ou seja, retirar o pensamento torpe e discriminatório e, dar lugar ao respeito amplo. O diálogo saudável e o debate devem de ser a chave para a correta aplicação de dar a mulher a proteção que lhe é devida.

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