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" trotes em universidades "

aberto 0 Respostas 29 Visualizações Redação
Desde o surgimento das universidades no Brasil, no século XIX, as atividades de integração entre os calouros e veteranos feitas no início do ano letivo, conhecidas também como “trote”, perderam o controle e passaram a infligir os direitos humanos. Diante disso, observa-se um rompimento do equilíbrio ético imposto aos estudantes, os quais perdem sua moral perante aos violentados. Em virtude desse quadro, os jovens que são violentados sofrem danos, tanto físicos quanto psicológicos.
         É notório a constante evolução desses atos ilícitos nas universidades as quais, muitas vezes, não aderem um sistema preventivo e punitivo. Tal fato é ratificado em dezenas de alunos que dão queixa nas secretárias das instituições por sofrerem algum tipo de agressão como, por exemplo, submissão a altas doses de álcool, e o forçamento da raspagem do cabelo. Dessa forma, é evidente notar que deve haver um retrocesso nessa evolução, para que o “trote” passe a ser uma atividade de integração entre os alunos e não um ato que viola os direitos do próximo.
          Outrossim, ressalta a falta de leis e sistemas punitivos dentro das universidades como impulsionadores para o agravamento desses atos. Segundo Locke, em um local onde não tem lei, consequentemente, não há liberdade. Por esse raciocínio, é possível associa-lo com o crescimento desenfreado nos números de agressões, haja vista que, se em uma universidade não predomina nenhum modo de punir os alunos que cometem algum ato ilícito, é indubitável que esses tendem sempre cometer os mesmos atos e, consequentemente, o número de pessoas que participam também cresce proporcionalmente.
        Entende-se, portanto, que é de suma importância uma reversão desse contexto. Para isso, é fundamental que o governo, aliado com às universidades, implemente leis punitivas para quem infligir o direito do próximo, como serem obrigados a exercerem serviços na universidade, por exemplo, limpezas de pátios e banheiros, para que o indivíduo se envergonhe de suas atitudes e que os outros fiquem com receio de praticar tais ações. Além disso, colocar um sistema de prevenção nos trotes, como colocar seguranças nessas atividades, para que tais controlem os alunos e passem uma figura de autoridade para esses, colocando um certo medo. Assim, paulatinamente, o número de violência, ora física ora psicológica, diminua nas instituições.

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